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Zelo e Esperança

Por: Profª Marinácia Leal
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Imagem de Zelo e Esperança 5 de abr. de 2021

Zelo e Esperança

 

O dinamismo da esperança se faz presente no mais profundo de cada um de nós, não é possível viver sem tê-la; ela é constitutiva de nossa vida humana e espiritual, mesmo que percebamos, perplexos, que a própria igreja não está imune ao vendaval que estamos vivendo, a pandemia da Covid-19 nos avessou e nos forçou, de certa forma, a repensar a vida individual e coletiva.

Em meio a profusão informacional, dados, pareceres e análises nos vemos não como instituição mas como organismo vivo a requalificar nosso lugar e papel neste novo tempo, mesmo nos dando conta de que somos seres a caminho, conscientes de que não estamos definitivamente em casa, onde nos encontramos ( Hb 13:14). Mais um reforço para nos permitir  revisar as práticas de ontem e discernirmos  o tempo no qual  fomos lançados , sendo extremamente relevante lembrarmos que o que temos a viver e anunciar  não é nosso , mas é o Evangelho de Deus , “que não é mais uma verdade entre outras, mas a verdade que questiona todas as verdades” , somos marcados pelo Evangelho  de Jesus e Ele permanece o mesmo ontem, hoje e para todo o sempre ( Hb13:7-8), essa confissão a nós legada por nossos pais e mães na fé alimentou a igreja de outrora e o fará novamente a igreja de hoje.

O que não podemos, nem devemos, é termos uma esperança ingênua sustentada por uma fé infantil, deixando-nos levar-nos por uma inconsistência eclesiológica, focados em templos estilo Babel, centrados nas estruturas, na dependência de eventos e celebridades, distantes da organicidade e da simplicidade dos encontros e relacionamentos com Deus e as pessoas. Isolados em suas casas , “muitos” não sabem como exercitar a vida de fé em seu lar, “muitos” não aprenderam a meditar na Palavra de Deus, por satisfazerem-se em apenas ruminar uma porção pré mastigada servida, não sabem como louvar com sua própria voz nem o que fazer com o silêncio, não sabem lidar com o sofrimento, a dor e a morte, pois os “sermões” eram só de bênçãos, longe bem longe das pregações da vitória sobre o pecado, da mudança real de vida, dos frutos de santificação, do ensino doutrinário e do entendimento sobre a eternidade; “muitos” líderes envoltos nas superficialidades, no anelo pela visibilidade e credibilidade social e política... Que tenhamos cuidado com vozes estranhas e com discursos ou séries de exortações desconexas....

A Igreja do Senhor não vai, não pode e não quer dizer nada novo, pois de nada novo precisa a não ser Jesus Cristo; que voltemo-nos à Palavra , e a pregação bíblica autêntica sob a unção do Espírito  as quais instrui-nos ao zelo,  sustenta a esperança e libera poder nos tempos difíceis , que sejamos neste período pandêmico e pós pandêmico, melhor dizendo, em todo tempo,  uma igreja zelosa, apta a discernir tempos e épocas, de coração samaritano, mais comprometida com a defesa da vida, mais sensível, que volta seus olhos para o Seu Senhor  e redefine  sua  agenda a partir do ensino e exemplo Dele... E assim que nosso zelo e  esperança  gere vidas nos menores  e mais inesperados gestos de solidariedade, com menos ministério humano e mais ministério do Espírito Santo e a essência que prevalecerá será o achegar-se diário com Deus e o relacionamento do organismo vivo  que ama, zela e serve na liturgia que se faz plena de casa em casa, a exemplo do Êxodo, da última Ceia e da matriz de Pentecostes.

Perfil

Profª Marinácia Leal
Doutoranda em Educação.
Bacharel em Teologia .
Pedagoga com Especialização em Coordenação Pedagógica.
Pós-graduada em Missões Transculturais, Docência Online, Geografia, História Social Contemporânea e Educação Cristã.
Graduanda em Direito.
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